Na próxima época que classificação conseguirá o FC Paços Gaiolo?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Periodização Táctica


Algumas considerações (princípios orientadores):

. a Componente Táctica comanda todo processo de treino. As outras componentes (física, técnica, psicológica e cognitiva) deverão surgir em função das exigências do Modelo de Jogo Adoptado (MJA);
. trabalhar com intensidades altas relativas;
. o volume (tempo de execução do exercício) nunca prejudica a intensidade (velocidade de execução do exercício);
. operacionalizar o Princípio da Especificidade do MJA (exercícios “idênticos” às situações de jogo);
. exercícios motivadores/lúdicos, sempre com competição de forma a promover os níveis de Concentração;
. "estar em forma" é cumprir as exigências do Modelo de Jogo Adoptado (MJA) e não, apenas, estar bem fisicamente;
. Planificação Táctica Semanal (MJA / Sub.Modelo Táctico-estratégico em função do próximo adversário).
. atender aos processos de Recuperação jogos/treinos (estiramentos/exercícios aeróbios);

domingo, 30 de dezembro de 2007

Análise/Síntese às equipas da Divisão de Honra

nota: a análise é limitada no sentido de, apenas, considerar os jogos destas equipas com o SMM.
ABC Nelas: conjunto de grandes jogadores que formam uma grande equipa. Boa organização defensiva e ofensiva, Futsal experiente, bonito e de muita classe.

AJAB Tabuaço: equipa muito forte fisicamente, com jovens da formação em evolução constante. Exemplo de clube que operacionaliza correctamente o Processo Ensino/Aprendizagem da modalidade, através de um alinhamento vertical e coordenado entre os escalões.

S.Martinho Mouros: continua o seu crescimento/afirmação enquanto clube e equipa. Uma equipa bastante complexa em termos tácticos e estratégicos. A 1ª volta acaba por superar as melhores expectativas de quem defende o seu emblema.

Sporting Viseu: linhas defensivas muito recuadas e acompanhamentos individuais. Excelentes em transições defesa-ataque, igualmente muito bons no 1x1. Uma agradável surpresa neste campeonato.

Moita: outra agradável surpresa. Apesar de não apresentam um Futsal elaborado tacticamente e estrategicamente, têm mantido alguma eficácia nos resultados.

Arguedeira: talvez se esperasse mais do Arguedeira, mas o Futsal do Distrito evolui bastante de ano para ano e nem sempre é fácil acompanhar essa evolução. Mesmo assim possui qualidade para ganhar a qualquer adversário do campeonato. Faz uma pressão muito alta sobre o portador da bola.

Oliveira de Frades: muita experiência. Defesa Mista (acompanhamentos com coberturas defensivas) nos últimos metros e exploração das transições defesa-ataque.

Gumirães: classificação não está de acordo com o seu valor. Jogam um Futsal organizado e metódico, fruto do processo de treino. Têm padrões definidos e jogadores de grande experiência e qualidade.

São Joaninho: uma equipa que, em termos organizacionais, faz lembrar um pouco a Moita. O seu Futsal não é tacticamente muito técnico, mas são muito difíceis de bater.

C. Benfica Castro Daire: depois do excelente 4º lugar da época passada, esperava-se muito mais. Linhas defensivas muito recuadas o que promove as transições ofensivas.

Académica de Viseu: defesa pouco agressiva, que dá muitos espaços nos corredores. Bons jogadores individualmente no processo ofensivo.

C. Benfica Mortágua: defesa pouco agressiva, que dá muitos espaço no corredor central.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

GRANDE Filipe



Falamos de um “puto” fantástico, como costumo apelidá-lo. É muito jovem, mas a sua personalidade é um somatório de características pouco comuns. Dinamismo, irreverência, persistência e motivação são algumas das características que fazem dele uma das pessoas mais “valiosas” de um grupo de amigos que adora jogar Futsal e tenta fazê-lo, sempre, da melhor forma possível! Filipe tem todas as qualidades para vir a ser um GRANDE CAPITÃO DE EQUIPA.
Excelente ser humano e grande jogador….

sábado, 15 de dezembro de 2007

Ser Treinador, segundo ORLANDO DUARTE


QUEM PODE SER TREINADOR?

- Qualquer pessoa suficientemente interessada no jogo, que nele encontra motivação para estudar, trabalhar, desenvolver a sua personalidade e a sua capacidade para ensinar;
- Que acredita nos valores éticos e culturais do desporto;
- Que deseja frequentar cursos de treinadores, ir a colóquios e a torneios;
- Que lê livros, revistas e jornais;
- Que sente serem curtas as vinte e quatros horas do dia;
- Que pensa na sua modalidade ao acordar de manhã, enquanto está no duche, come o pequeno almoço, desloca-se para o trabalho, ao almoço, nas viagens, ao jantar, no cinema e no grupo social;
- Que, num jogo de campeonato, escreve jogadas e esquemas com um lápis emprestado;
- Que no restaurante usa a toalha, os guardanapos ou qualquer coisa onde possa escrever uma jogada;
- Que se deita com papel e lápis à mesa-de-cabeceira para não perder as «descobertas» feitas durante os sonhos ou crises de sonambulismo e poder utilizá-las no treino do dia seguinte;
- Qualquer pessoa que faz tudo isto, que no dia seguinte está disposta a fazer o mesmo e que gosta de o fazer: ESSA PESSOA É TREINADOR!

 



domingo, 9 de dezembro de 2007

Estética do Desporto no SMM x S.Joaninho

Um Jogo Desportivo Colectivo como é o caso do Futsal, jogado dentro de um pavilhão, pode tornar-se muito diferente devido à moldura humana existente, ou não, nas bancadas. Por norma o Pavilhão Desportivo São Martinho de Mouros apresenta um ambiente fantástico, não só para os intervenientes directos no espectáculo desportivo, mas também para quem assiste. O colorido, o acústico, a emotividade, a expressividade...tudo é alterado em função dos espectadores.

O Desporto é assim, no meu entender, muito mais do que acções técnico-tácticas ou estratégicas. Quem assiste, também acaba por participar no jogo mesmo que esteja em silêncio.
Certamente que todo o grupo SMM está agradecido a mais um apoio espectacular da sua claque.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

CAPITÃO, uma força, um exemplo...



Este é o nosso capitão:
- é intrinsecamente motivado e motiva quem o rodeia;
- joga e faz jogar, dentro e fora do campo;
- tenta melhorar as suas qualidades constantemente ("vai treinar" e não apenas " ao treino");
- é líder pela competência que lhe é reconhecida;
...ama o jogo...!
É um orgulho ser colega e amigo de um atleta amador exemplar como este: obrigado Pedro!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Relação entre Coesão e Rendimento Desportivo


O conhecimento empírico indica que as equipas, mais coesas, caracterizam-se por possuírem atletas mais comprometidos com os objectivos do grupo, procurando assim alcançar o máximo das suas capacidades desportivas, o que resulta em sucesso desportivo para equipa. Assim, estamos perante uma relação positiva entre Coesão e Rendimento Desportivo. Mas, também podemos analisar esta relação em sentido contrário, isto é, o Rendimento Desportivo promover, por si só, um aumento dos níveis de Coesão do grupo. Sendo assim podemos questionarmo-nos: a Coesão promove o Rendimento Desportivo? O Rendimento Desportivo promove a Coesão? Qual a direcção de causalidade? E os contextos onde ocorre a prática são importantes?

Ao longo dos anos, vários têm sido os estudos que procuram dar resposta a estas questões. Carron (1988, citado por Cruz & Antunes, 1996), numa revisão de estudos, refere que 83% dessas investigações demonstraram uma relação positiva entre Coesão e Rendimento Desportivo. Apesar disto, o mesmo autor, aponta ainda para a existência de um número mínimo de investigações onde é referida uma relação negativa entre Coesão e Rendimento.

Uma vez que a maioria dos estudos indica uma relação positiva entre Coesão e Rendimento, há que tentar saber qual a relação causal predominante. Carron e Ball, 1977; Landers, Wilkinson, Hatfield e Barber, 1982 (citados por Cruz & Antunes, 1996) concluíram que a relação Rendimento – Coesão é mais forte do que a relação Coesão – Rendimento. Widmeyer e colaboradores (1993), citados pelos mesmos autores, também numa revisão de estudos, concluíram que a relação causal entre Rendimento e Coesão é mais forte do que a relação entre Coesão e Rendimento. Hanrahan e Gallois (1993, citados por Cruz & Antunes, 1996) dizem-nos igualmente que o Rendimento Desportivo promove a Coesão e que a relação inversa parece ser um pouco mais fraca.

Um aspecto importante é a verificação da existência de variáveis moderadoras que podem interferir neste processo relacional. A este respeito, Iordanoglou (1993, citado por Cruz & Antunes, 1996) indica-nos que a natureza da tarefa pode ser considerada como potencial explicação para a inconsistência de certos resultados das investigações. O autor estudado alerta-nos, por exemplo, para o grau de interacção entre os elementos da equipa. Nas modalidades onde cada atleta executa as suas tarefas com pouca dependência dos seus colegas (exemplo do atletismo-estafetas) a Coesão parece assumir menos importância do que noutras modalidades (exemplo do Futebol) onde é atribuído um maior papel à Coesão no Rendimento Desportivo. Outro factor determinante é a aceitação e clareza das tarefas assumidas pelos praticantes como podendo ajudar a aumentar a Coesão e, consequentemente, a performance obtida (Widmeyer e colaboradores, 1993, citados por Cruz & Antunes, 1996).

Por fim, numa, não muito longínqua, tentativa de clarificar melhor a relação que temos vindo a tratar, Carron e Colaboradores (2002) analisaram uma série de investigações realizadas neste âmbito e verificaram a existência de uma relação significativa entre as duas variáveis. Relativamente à influência dos factores moderadores, concluíram que o tipo de modalidade praticada era insignificativo na ligação entre Coesão e Rendimento, o que contradiz, de certa forma, as citações anteriores. Também na direcção de causalidade não foram encontradas diferenças, significando isto que tanto a Coesão contribui para o Rendimento como a Performance contribui para a Coesão. Por último há que referir que os investigadores encontraram uma maior relação entre a Coesão e o Rendimento Desportivo nas modalidades femininas.

Na investigação científica, por vezes, a verdade vai sendo alterada com o aumento qualitativo dos estudos realizados. Pelas leituras que efectuámos, parece-nos haver consenso quanto a existência de uma forte relação entre Coesão e Rendimento. Quanto à direcção de causalidade, a literatura indica que ela é mais forte quando é o Rendimento a promover a Coesão. O contrário, isto é, ser a Coesão a promover o Rendimento também se verifica, embora de uma forma menos fugaz. Os investigadores alertam também para os contextos onde são efectuadas as investigações, nomeadamente na distinção entre as modalidades colectivas e individuais.
Resumo do trabalho de Psicologia - Mestrado Desporto Crianças e Jovens FADE-UP