Na próxima época que classificação conseguirá o FC Paços Gaiolo?

segunda-feira, 24 de março de 2008

Rui Costa e o "pensamento do nosso Futebolês"


Esta semana muito se fala no substituto de Deco na Selecção Nacional de Futebol. Sem querer pôr em causa o valor futebolístico do jogador brasileiro, parece-me que o afastamento, precoce, do maestro da selecção de todos nós foi mais um tiro nos pés, bem à "futebol português"...
Como todos sabemos, em Portugal, um jogador a partir dos 30 anos deixa de ter valor para jogar na liga portuguesa, sendo dispensado dos melhores clubes e ridicularizado, desvalorizado, por adeptos, jornalistas, treinadores e claro...dirigentes! Mas, se formos analisar as melhores ligas da Europa, como a inglesa, espanhola ou italiana, verificamos que os atletas continuam a jogar, ao seu melhor nível, muito para lá dos 30 anos, terminando as suas carreiras, ainda no topo, perto da casa dos 40 anos. Resta dizer que estes campeonatos são jogados a intensidades muito mais altas do que aquilo que se joga (?) por cá...
Mas afinal, os jornalistas desportivos (PORTUGUESES) têm conhecimentos biológicos para pôr em causa o valor dos atletas? Conhecem estudos científicos sobre capacidades físicas? Não me parece...
- Os jogadores perdem velocidade? A maioria deles nunca foram rápidos (tal como P.Barbosa)...
- Perdem performance aeróbia? Então como se explica que os melhores maratonistas do mundo consigam as suas melhores marcas perto dos 40 anos?
O que todos sabemos, pelo senso comum, é que um atleta veterano sabe dosear o esforço, sabe posicionar-se melhor em campo e compreende melhor o jogo...
Alguns exemplos:
PORTUGAL
João Pinto - 32 anos (dispensado Sporting)
Sá Pinto - 33 anos (dispensado Sporting)
Rui Jorge - 31 anos (dispensado Sporting)
Pedro Barbosa - 34 anos (dispensado Sporting)
Jorge Costa - 33 anos (dispensado FCPorto)
Domingos - 32 anos (dispensado FCPorto)
Cadete - 32 anos (dispensado Benfica)
Paulo Bento - 33 anos (dispensado Sporting)
Oceano - 34 anos (dispensado Sporting)
Vitor Baía - 36 anos (dispensado FCPorto)
Beto Acosta - 33 anos (dispensado Sporting)
Helder - 32 anos (dispensado Benfica)
ITÁLIA, ESPANHA, INGLATERRA, etc
Figo - 35 anos (no activo AC Milan)
Donato - 40 anos (D.Corunha)
Maldini - 40 anos (no activo AC Milan)
Giggs - 35 anos (no activo M.United)
Scholes - 35 anos (no activo M.United)
Inzagui - 36 anos (no activo AC Milan)
Van Der Sar - 37 anos (no activo M.United)
Fernando Couto - 39 anos (no activo Parma)
G.Redes Lazio - 43 anos
Larson - 38 anos (Barcelona)
Então? Alguma coisa está mal neste processo de análise que é feita aos atletas portugueses, em Portugal!
Bem, se Liedson (31 anos) fosse português...podia ir fazendo as malas...
Terminou há pouco tempo o Portugal 1-2 Crécia (2 golões de Karagounis). Nem de propósito: Karagounis (32 anos), aquele que o Benfica "deixou" sair para a Grécia, há bem poucos meses era rotulado, por comentadores desportivos,? de lento, sem fulgor, ultrapassado!! Para o Benfica não serviu, se fosse português já não jogava na selecção. Vi também o guarda-redes da Grécia (não me atrevo a escrever o nome), tem 36 anos. Eu pergunto: e Vitor Baía? Este deixou o futebol, pois foi "empurrado" para o banco com a mesma idade do seu homólogo grego, enfim...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Selecção Sub-19 A.F.Viseu (Futsal)

Torneio Inter-associações, Ericeira 2008 - 5º lugar

- Ricardo Manuel Silva Fernandes (ABC Nelas)
- Tiago Filipe Silva Carvalho (ABC Nelas)
- André Filipe Campos Monteiro (Balsa-Nova)
- Diogo Nuno Martins Portas Matias (Balsa-Nova)
- Luís António Cunha Fernandes (Balsa-Nova)
- Fernando Manuel Pimpão Rodrigues (Viseu Futsal)
- Vítor Gomes Sequeira (Viseu Futsal)
- André Filipe Figueiredo Nogueira (Ass.Acad.Viseu)
- João Filipe Santos Silva (AJAB Tabuaço)
- João Filipe Fonseca Castro (AJAB Tabuaço)
- Mário Filipe Pereira Miranda (AJAB Tabuaço)
- André Filipe Rodrigues Guedes (AJAB Tabuaço)

Estes foram os maiores protagonistas, mas há que realçar o trabalho dos colegas que participaram nos trabalhos desta Selecção. O êxito é de todos...!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Iniciados G.D.Resende - Campeões Distritais (Zona Norte)

Formar jovens futebolistas, não é o mesmo que treinar equipas seniores. Para trabalhar com crianças e jovens, não basta dominar conteúdos técnico-tácticos ou conhecer os Princípios do Treino Desportivo. Além destes conhecimentos, o treinador/educador tem de possuir outras competências, tais como pressupostos didácticos e pedagógicos, para com eles proceder correctamente ao ensino/treino do Futebol.
Wein (1995) diz-nos: “É necessário adaptar o jogo à criança e não obrigar o jovem futebolista a adaptar-se ao jogo dos adultos”. Queiroz (1983) vai mais longe e refere: “em Desporto aperfeiçoamos a criação mais aperfeiçoada da natureza: o Homem”. De facto, o DESPORTO tem potencialidades pedagógicas enormes, embora, infelizmente, nem sempre as mesmas lhe sejam reconhecidas...
Na Formação Desportiva os resultados nunca deverão ser o principal objectivo a atingir, mas são eles que acabam por dar alguma visibilidade às equipas e aos próprios atletas e clubes. O sucesso destes Iniciados é um trabalho de anos que agora deu novamente frutos: PARABÉNS!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Evolução do Futsal no Distrito Viseu

Tomei contacto com o Futsal em 2001-2002 nos campeonatos de juvenis e juniores, como treinador. Depois só em 2004-2005 voltei, mas desta vez para o campeonato sénior. Pessoalmente penso que tem havido uma constante evolução na modalidade, principalmente em termos qualitativos. Parece-me igualmente que houve um crescimento qualitativo muito acentuado a partir da altura em que a A.F.Viseu promoveu os Cursos de Treinadores de Futsal. Daí para cá, cada vez mais equipas jogam Futsal, utilizando acções táctico-técnicas específicas da modalidade...
Gostaria que os visitantes adeptos de Futsal se pronunciassem sobre esta temática.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Formação Desportiva: características das crianças dos 8-10 anos

A Formação Desportiva do jovem é um trabalho a longo prazo que não pode efectuar-se fora do respeito pelas etapas de desenvolvimento do indivíduo. A evolução motora, psicológica e sócio-afectiva, das crianças e jovens, desenrolam-se de acordo com etapas e leis biológicas bem definidas.
Esta evolução traduz um processo constante mas ao mesmo tempo descontínuo, por ciclos, onde cada um destes apresenta uma caracterização específica e diversificada. A caracterização é que permite apontar as etapas do desenvolvimento do ser humano e que, no caso da criança e do jovem, genericamente se aceita serem:
- primeira infância: nascimento – 3 anos;
- segunda infância: 3 anos – 7 anos;
- terceira infância: 7/8 anos – 12/13 anos, que compreende 2 períodos:
- 7/8 anos – 10/11 anos;
- 10/11 anos – 12/13 anos.
- puberdade: 12/13 anos – 15 anos.

TERCEIRA INFÂNCIA (8 – 10 ANOS)

Desenvolvimento Motor:
- grau de desenvolvimento esquelético é moderado e estável;
- volume do coração é muito mais pequeno em relação ao resto do corpo do que em qualquer outro período de crescimento;
- esqueleto, particularmente ao nível das cartilagens articulares, está longe da máxima resistência ao esforço, encontrando-se numa fase de evolução activa;
- massa muscular representa uma pequena percentagem do peso do corpo da criança. As suas possibilidades de Força são fracas;
- boa capacidade de aprendizagem;
- gosto pelo movimento, pelo jogo e pelas actividades físicas;
- fraca capacidade de atenção / fraca possibilidade de integração e de retenção de conteúdos;
- boa capacidade de imaginação;
- pensamento concreto e o pensamento egocêntrico;
- gostam de ser o centro das atenções;
- constituição física equilibrada e harmoniosa, havendo poucas diferenças entre os rapazes e as raparigas;
- boa predisposição para os esforços muito curtos e intensos;
- boa predisposição para o desenvolvimento da flexibilidade e da velocidade de reacção;
- boa predisposição para o desenvolvimento das capacidades coordenativas.
BIBLIOGRAFIA
- Lima, T.; Alberto, C.; Gonçalves; Coelho, O.; Longo, C.; Raposo, V.; Vieira, J.; Almeida, J. P. (1989). Manual do Monitor. Lisboa: Grafispaço Lda.

- Pacheco, R. (2001). O ensino do futebol de 7. Porto: Grafiasa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Periodização Táctica


Algumas considerações (princípios orientadores):

. a Componente Táctica comanda todo processo de treino. As outras componentes (física, técnica, psicológica e cognitiva) deverão surgir em função das exigências do Modelo de Jogo Adoptado (MJA);
. trabalhar com intensidades altas relativas;
. o volume (tempo de execução do exercício) nunca prejudica a intensidade (velocidade de execução do exercício);
. operacionalizar o Princípio da Especificidade do MJA (exercícios “idênticos” às situações de jogo);
. exercícios motivadores/lúdicos, sempre com competição de forma a promover os níveis de Concentração;
. "estar em forma" é cumprir as exigências do Modelo de Jogo Adoptado (MJA) e não, apenas, estar bem fisicamente;
. Planificação Táctica Semanal (MJA / Sub.Modelo Táctico-estratégico em função do próximo adversário).
. atender aos processos de Recuperação jogos/treinos (estiramentos/exercícios aeróbios);

domingo, 30 de dezembro de 2007

Análise/Síntese às equipas da Divisão de Honra

nota: a análise é limitada no sentido de, apenas, considerar os jogos destas equipas com o SMM.
ABC Nelas: conjunto de grandes jogadores que formam uma grande equipa. Boa organização defensiva e ofensiva, Futsal experiente, bonito e de muita classe.

AJAB Tabuaço: equipa muito forte fisicamente, com jovens da formação em evolução constante. Exemplo de clube que operacionaliza correctamente o Processo Ensino/Aprendizagem da modalidade, através de um alinhamento vertical e coordenado entre os escalões.

S.Martinho Mouros: continua o seu crescimento/afirmação enquanto clube e equipa. Uma equipa bastante complexa em termos tácticos e estratégicos. A 1ª volta acaba por superar as melhores expectativas de quem defende o seu emblema.

Sporting Viseu: linhas defensivas muito recuadas e acompanhamentos individuais. Excelentes em transições defesa-ataque, igualmente muito bons no 1x1. Uma agradável surpresa neste campeonato.

Moita: outra agradável surpresa. Apesar de não apresentam um Futsal elaborado tacticamente e estrategicamente, têm mantido alguma eficácia nos resultados.

Arguedeira: talvez se esperasse mais do Arguedeira, mas o Futsal do Distrito evolui bastante de ano para ano e nem sempre é fácil acompanhar essa evolução. Mesmo assim possui qualidade para ganhar a qualquer adversário do campeonato. Faz uma pressão muito alta sobre o portador da bola.

Oliveira de Frades: muita experiência. Defesa Mista (acompanhamentos com coberturas defensivas) nos últimos metros e exploração das transições defesa-ataque.

Gumirães: classificação não está de acordo com o seu valor. Jogam um Futsal organizado e metódico, fruto do processo de treino. Têm padrões definidos e jogadores de grande experiência e qualidade.

São Joaninho: uma equipa que, em termos organizacionais, faz lembrar um pouco a Moita. O seu Futsal não é tacticamente muito técnico, mas são muito difíceis de bater.

C. Benfica Castro Daire: depois do excelente 4º lugar da época passada, esperava-se muito mais. Linhas defensivas muito recuadas o que promove as transições ofensivas.

Académica de Viseu: defesa pouco agressiva, que dá muitos espaços nos corredores. Bons jogadores individualmente no processo ofensivo.

C. Benfica Mortágua: defesa pouco agressiva, que dá muitos espaço no corredor central.