Na próxima época que classificação conseguirá o FC Paços Gaiolo?

domingo, 25 de março de 2012

G.D.Cárquere: 1 ano e meio depois, regressa às VITÓRIAS



Por uns expressivos 5-1 o Cárquere VENCEU E CONVENCEU. Parabéns a todo o staff, em especial aos vários amigos que lá tenho, nomeadamente ao treinador (colega e amigo Francisco Tuna) . Que seja a 1ª de várias... 


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Futebol: Simão Sabrosa

Mais um episódio que demonstra a cultura desportiva (neste caso futebolística) e a ignorância de alguns profissionais da comunicação social portuguesa: vinha a conduzir e a ouvir, na TSF, o relato do jogo da Liga Europa do Sp.Braga, já estava 0-1. De repente o locutor diz que Simão Sabrosa perdera uma bola, continua, REFORÇANDO, que "Simão já não tem a velocidade de outros tempos...". Ainda estava este senhor a demonstrar todo o seu desconhecimento da complexidade do Futebol e...foi interrompido por um golo do próprio Simão! Não é o golo que me faz escrever estas linhas, mas sim as asneiras proferidas por pessoas com responsabilidades e que fazem a opinião pública.
Ora vejamos: Simão com 31 ou 32 anos não tem velocidade!? Eu pergunto: Giggs e Shocoles do Manchester United também já estão lentos e acabados? Estes 2 têm quase mais 10 anos do que Sabrosa e jogam numa das ligas mais competitivas do mundo, onde a competição é também a meio da semana e os tempos de recuperação são menores, onde a intensidade de jogo é altíssima e certamente que a intensidade de treino também o será!

Já agora gostava de saber qual o entendimento, deste senhor, sobre o que é a VELOCIDADE. De que velocidade ele fala? Da de deslocamento ou da de execução? Ele saberá que um jogador rápido pode ser lento "no jogo" (basta que para isso não tenha os tempos certos de desmarcação de apoio ou rotura, basta que chegue antes do tempo...); ele saberá que um jogador lento pode ser rápido "no jogo" (basta que para isso tenha uma boa leitura/movimentação sem bola e esteja no local certo à hora certa...); já agora, Francis Obikwelu  será rápido "no jogo"? Ou será apenas rápido a correr para trás e para a frente (sem nexo) num jogo de Futebol? (gostava de ver...)    

O senhor locutor ao apelidar Simão de lento, saberá que existem 2 tipos de fibras musculares: contração rápida e contração lenta (tipo I e tipo II)? Saberá que a velocidade é mais genética do que treinável?

Na equipa de Futebol que treino tenho um central de 33 anos que deverá ser dos jogadores mais lentos do campeonato. Mas lento num percurso de Atletismo, porque "no jogo" ele é MUITO rápido e eficaz, principalmente a dobrar os colegas: possui grande leitura/movimentação sem bola, experiência, inteligência, conhecimentos tácticos...e tudo isto faz com que seja um dos melhores do campeonato... 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Futebol: Jaime Pacheco o melhor treinador da China


Regressar a Portugal, para já, está fora de questão. Jaime Pacheco resistiu enquanto pôde, mas para “recuperar a auto-estima” foi obrigado a abandonar o país. Agora, confessa que se soubesse o que sabe hoje “tinha emigrado há 10 anos” e admite estar ansioso para voltar, no início de Janeiro, para a China para recomeçar uma nova época depois de ter sido considerado o melhor treinador do campeonato em 2011.
Está quase a fazer um ano que se mudou para a China. Que balanço faz?
A melhor resposta que posso dar é que renovei por mais dois anos.

Mas teve a possibilidade de renovar por quatro...
Tive. No ano passado assinei por um ano e podia ter assinado por dois. Uma coisa de cada vez. Tenho a intenção de continuar por mais anos, mas assim estou mais tranquilo. Depois vê-se...

O que o levou a aceitar este projecto?
Eu não sabia o que ia encontrar. Antes de ir para a China tive uma experiência positiva na Arábia Saudita, mas foi difícil. As pessoas tratavam-me bem, mas a cultura era diferente. Tive dificuldades em adaptar-me. Na China as diferenças são poucas e há qualidade de vida. Adaptei-me muito bem.

O que mais o surpreendeu?
As pessoas. São afáveis, gostam de dar e são hospitaleiras. Tinha uma ideia diferente. Estão sempre preocupados comigo. Há simpatia e são honestos. É verdade que sinto falta da comida portuguesa e do mar, mas o meu presidente já me deu três presuntos Pata Negra (risos).

A China é considerada uma ditadura. Como é viver em Pequim?
Se existe ditadura, eu nunca me apercebi. As pessoas têm respeito e isso devia existir em todos os países. Se em termos políticos há alguma coisa escondida, não sei. Pode existir. Mas no dia-a-dia não vejo nada de anormal.

A China tem tido, até agora, um papel menor no futebol mundial. Isso está a mudar? O Shanghai contratou o Anelka...
Estão a contratar jogadores com nomes sonantes e a China começa a ser um mercado atractivo. Da primeira para a segunda fase do campeonato senti uma melhoria. Há evolução. A entrada de jogadores de renome internacional vai trazer qualidade e dar visibilidade ao campeonato. Mas na China já há bons jogadores...

Com qualidade para jogar num “grande” do futebol português?
Sim, para jogar em qualquer equipa. Eu tenho um jogador que já tem 30 anos, mas jogava no FC Porto, Benfica ou Sporting. Tem uma técnica fantástica. Faz-me lembrar o Timofte. Há jogadores com uma qualidade excepcional.

Em 2012 vai ter condições para lutar pelo título?
Eu tenho o azar de nunca estar em clubes grandes a nível de condições financeiras. No ano passado saíram dois dos três internacionais chineses da equipa. O único internacional agora é o guarda-redes e também pode sair. Temos que ser realistas. Os outros estão a fazer um grande investimento e repetir 2011 já era muito bom.

Há uns anos disse que não tinha “feitio” de emigrante. Já tem?
A vida dá tantas voltas... Se soubesse o que sei hoje tinha emigrado há 10 anos. Como jogador tive essa possibilidade e nunca quis sair. Sair de uma aldeia para o Porto já foi, na altura, um passo grande e depois ir para Lisboa maior ainda. Agora, a pensar na minha família, tive que ganhar coragem e partir. Na Arábia Saudita houve dificuldades, mas com mais ou menos choro ultrapassou-se os problemas. Depois, como tenho um espírito forte, mentalizei-me que o que surgir lá fora é para realização pessoal e profissional. Também criei anticorpos em Portugal e a certa altura comecei a perceber que estava a mais. Para recuperar a auto-estima tive que sair.

Está zangado com o futebol português?
Não estou zangado, estou triste e decepcionado. Sinto que em Portugal para se conseguir trabalhar é preciso baixar a cabeça a muitas coisas. Eu não o fiz. Se calhar prejudiquei-me como trabalhador, mas como homem entendi que devia defender determinados direitos e valores.

O Manuel José e o Fernando Santos também tiveram que emigrar...
E o Peseiro... É um fenómeno que gostava que fosse mais estudado. São pessoas que podiam dar muito ao futebol português. Também acontece com jogadores. Lembro-me que o Nani no Sporting era assobiado e agora é respeitado em todo o lado. Às vezes, é preciso sair do nosso cantinho para sermos respeitados. Nós, os portugueses, somos muito invejosos. Quando alguém aparece com uma camisa nova vêm sempre os velhos do Restelo criticarem.

Quais são as diferenças entre o treinador campeão nacional em 2001 e o melhor treinador do campeonato chinês em 2011?
Acho que sou o mesmo. Na altura tinha qualidades das quais tirei partido e se calhar tinha defeitos que já não tenho. Estou mais maduro. Já não tenho o coração tão perto da boca.

Quando chegou a Pequim era pouco conhecido. Agora, após ser considerado o melhor treinador do campeonato, tem mais responsabilidades?
Não. Uns dias antes de assinar, quando já estava na China, recebi uma notícia desagradável sobre um problema de saúde da minha esposa. Isso afectou-me e pedi uns dias para pensar antes de assinar. A partir desse momento não me largaram mais. Mostraram-se disponíveis para tudo e para levar a minha mulher para lá, pagando tudo. E ainda não tinha assinado contrato. Voltei para Portugal e eles telefonavam-me todos os dias, mostrando disponibilidade e apoio total. E eu pensei: há tantos treinadores no mundo e estão tão interessados em mim? Isso influenciou muito a minha decisão. Em Julho, a meio do campeonato, já queriam renovar. Quando cheguei havia quem dissesse que eu ia ficar dois ou três meses...

Tem acompanhado o campeonato português?
Não. Só as competições internacionais. Na China não passa nada do futebol português. Só através da internet...

Quem está mais bem servido de treinador? FC Porto, Benfica ou Sporting?
Não era ético fazer essa avaliação. Mas em Portugal há dificuldades para trabalhar e os treinadores têm que se sujeitar ao que têm. Em qualidade de jogadores Portugal perdeu muito. Os jogadores de segunda linha fugiram à procura de uma vida melhor. Em Portugal ganha-se pouco e muitas vezes não se recebe. Esse é o grande cancro do futebol. Os treinadores têm que estar preocupados com o dia-a-dia e têm que fazer de pai, psicólogo e amigo para entenderem o estado de espírito dos jogadores. Portugal está a passar uma fase difícil e os adeptos às vezes não são compreensivos.

Treinar um “grande” ainda está no seu horizonte?
Nunca me preocupei com isso e tive essa oportunidade. Se gostava? Gostava. Se tenho capacidades? Isso nem se questiona. Quem sabe no futuro. Mas hoje não trocava o projecto na China para regressar a Portugal. Se um dos clubes “grandes” me convidasse agora eu não aceitava. Como já aconteceu antes, não viro as costas a quem me tratou bem e respeitou. Já vi jogadores a beijarem a camisola, outros a prometer fidelidade, como prometeu o Villas-Boas e depois... É desagradável. Eu nunca fiz isso nem vou fazer. Há valores que são mais importantes para mim do que o aspecto financeiro. Não vinha para Portugal agora. Tenho saudades e sou patriota, mas fui bem recebido lá e vou manter-me fiel.
Regressar a Portugal, para já, está fora de questão. Jaime Pacheco resistiu enquanto pôde, mas para “recuperar a auto-estima” foi obrigado a abandonar o país. Agora, confessa que se soubesse o que sabe hoje “tinha emigrado há 10 anos” e admite estar ansioso para voltar, no início de Janeiro, para a China para recomeçar uma nova época depois de ter sido considerado o melhor treinador do campeonato em 2011.
Está quase a fazer um ano que se mudou para a China. Que balanço faz?
A melhor resposta que posso dar é que renovei por mais dois anos.

Mas teve a possibilidade de renovar por quatro...
Tive. No ano passado assinei por um ano e podia ter assinado por dois. Uma coisa de cada vez. Tenho a intenção de continuar por mais anos, mas assim estou mais tranquilo. Depois vê-se...

O que o levou a aceitar este projecto?
Eu não sabia o que ia encontrar. Antes de ir para a China tive uma experiência positiva na Arábia Saudita, mas foi difícil. As pessoas tratavam-me bem, mas a cultura era diferente. Tive dificuldades em adaptar-me. Na China as diferenças são poucas e há qualidade de vida. Adaptei-me muito bem.

O que mais o surpreendeu?
As pessoas. São afáveis, gostam de dar e são hospitaleiras. Tinha uma ideia diferente. Estão sempre preocupados comigo. Há simpatia e são honestos. É verdade que sinto falta da comida portuguesa e do mar, mas o meu presidente já me deu três presuntos Pata Negra (risos).

A China é considerada uma ditadura. Como é viver em Pequim?
Se existe ditadura, eu nunca me apercebi. As pessoas têm respeito e isso devia existir em todos os países. Se em termos políticos há alguma coisa escondida, não sei. Pode existir. Mas no dia-a-dia não vejo nada de anormal.

A China tem tido, até agora, um papel menor no futebol mundial. Isso está a mudar? O Shanghai contratou o Anelka...
Estão a contratar jogadores com nomes sonantes e a China começa a ser um mercado atractivo. Da primeira para a segunda fase do campeonato senti uma melhoria. Há evolução. A entrada de jogadores de renome internacional vai trazer qualidade e dar visibilidade ao campeonato. Mas na China já há bons jogadores...

Com qualidade para jogar num “grande” do futebol português?
Sim, para jogar em qualquer equipa. Eu tenho um jogador que já tem 30 anos, mas jogava no FC Porto, Benfica ou Sporting. Tem uma técnica fantástica. Faz-me lembrar o Timofte. Há jogadores com uma qualidade excepcional.

Em 2012 vai ter condições para lutar pelo título?
Eu tenho o azar de nunca estar em clubes grandes a nível de condições financeiras. No ano passado saíram dois dos três internacionais chineses da equipa. O único internacional agora é o guarda-redes e também pode sair. Temos que ser realistas. Os outros estão a fazer um grande investimento e repetir 2011 já era muito bom.

Há uns anos disse que não tinha “feitio” de emigrante. Já tem?
A vida dá tantas voltas... Se soubesse o que sei hoje tinha emigrado há 10 anos. Como jogador tive essa possibilidade e nunca quis sair. Sair de uma aldeia para o Porto já foi, na altura, um passo grande e depois ir para Lisboa maior ainda. Agora, a pensar na minha família, tive que ganhar coragem e partir. Na Arábia Saudita houve dificuldades, mas com mais ou menos choro ultrapassou-se os problemas. Depois, como tenho um espírito forte, mentalizei-me que o que surgir lá fora é para realização pessoal e profissional. Também criei anticorpos em Portugal e a certa altura comecei a perceber que estava a mais. Para recuperar a auto-estima tive que sair.

Está zangado com o futebol português?
Não estou zangado, estou triste e decepcionado. Sinto que em Portugal para se conseguir trabalhar é preciso baixar a cabeça a muitas coisas. Eu não o fiz. Se calhar prejudiquei-me como trabalhador, mas como homem entendi que devia defender determinados direitos e valores.

O Manuel José e o Fernando Santos também tiveram que emigrar...
E o Peseiro... É um fenómeno que gostava que fosse mais estudado. São pessoas que podiam dar muito ao futebol português. Também acontece com jogadores. Lembro-me que o Nani no Sporting era assobiado e agora é respeitado em todo o lado. Às vezes, é preciso sair do nosso cantinho para sermos respeitados. Nós, os portugueses, somos muito invejosos. Quando alguém aparece com uma camisa nova vêm sempre os velhos do Restelo criticarem.

Quais são as diferenças entre o treinador campeão nacional em 2001 e o melhor treinador do campeonato chinês em 2011?
Acho que sou o mesmo. Na altura tinha qualidades das quais tirei partido e se calhar tinha defeitos que já não tenho. Estou mais maduro. Já não tenho o coração tão perto da boca.

Quando chegou a Pequim era pouco conhecido. Agora, após ser considerado o melhor treinador do campeonato, tem mais responsabilidades?
Não. Uns dias antes de assinar, quando já estava na China, recebi uma notícia desagradável sobre um problema de saúde da minha esposa. Isso afectou-me e pedi uns dias para pensar antes de assinar. A partir desse momento não me largaram mais. Mostraram-se disponíveis para tudo e para levar a minha mulher para lá, pagando tudo. E ainda não tinha assinado contrato. Voltei para Portugal e eles telefonavam-me todos os dias, mostrando disponibilidade e apoio total. E eu pensei: há tantos treinadores no mundo e estão tão interessados em mim? Isso influenciou muito a minha decisão. Em Julho, a meio do campeonato, já queriam renovar. Quando cheguei havia quem dissesse que eu ia ficar dois ou três meses...

Tem acompanhado o campeonato português?
Não. Só as competições internacionais. Na China não passa nada do futebol português. Só através da internet...

Quem está mais bem servido de treinador? FC Porto, Benfica ou Sporting?
Não era ético fazer essa avaliação. Mas em Portugal há dificuldades para trabalhar e os treinadores têm que se sujeitar ao que têm. Em qualidade de jogadores Portugal perdeu muito. Os jogadores de segunda linha fugiram à procura de uma vida melhor. Em Portugal ganha-se pouco e muitas vezes não se recebe. Esse é o grande cancro do futebol. Os treinadores têm que estar preocupados com o dia-a-dia e têm que fazer de pai, psicólogo e amigo para entenderem o estado de espírito dos jogadores. Portugal está a passar uma fase difícil e os adeptos às vezes não são compreensivos.

Treinar um “grande” ainda está no seu horizonte?
Nunca me preocupei com isso e tive essa oportunidade. Se gostava? Gostava. Se tenho capacidades? Isso nem se questiona. Quem sabe no futuro. Mas hoje não trocava o projecto na China para regressar a Portugal. Se um dos clubes “grandes” me convidasse agora eu não aceitava. Como já aconteceu antes, não viro as costas a quem me tratou bem e respeitou. Já vi jogadores a beijarem a camisola, outros a prometer fidelidade, como prometeu o Villas-Boas e depois... É desagradável. Eu nunca fiz isso nem vou fazer. Há valores que são mais importantes para mim do que o aspecto financeiro. Não vinha para Portugal agora. Tenho saudades e sou patriota, mas fui bem recebido lá e vou manter-me fiel.
Regressar a Portugal, para já, está fora de questão. Jaime Pacheco resistiu enquanto pôde, mas para “recuperar a auto-estima” foi obrigado a abandonar o país. Agora, confessa que se soubesse o que sabe hoje “tinha emigrado há 10 anos” e admite estar ansioso para voltar, no início de Janeiro, para a China para recomeçar uma nova época depois de ter sido considerado o melhor treinador do campeonato em 2011.

Está quase a fazer um ano que se mudou para a China. Que balanço faz?
A melhor resposta que posso dar é que renovei por mais dois anos.

Mas teve a possibilidade de renovar por quatro...
Tive. No ano passado assinei por um ano e podia ter assinado por dois. Uma coisa de cada vez. Tenho a intenção de continuar por mais anos, mas assim estou mais tranquilo. Depois vê-se...

O que o levou a aceitar este projecto?
Eu não sabia o que ia encontrar. Antes de ir para a China tive uma experiência positiva na Arábia Saudita, mas foi difícil. As pessoas tratavam-me bem, mas a cultura era diferente. Tive dificuldades em adaptar-me. Na China as diferenças são poucas e há qualidade de vida. Adaptei-me muito bem.

O que mais o surpreendeu?
As pessoas. São afáveis, gostam de dar e são hospitaleiras. Tinha uma ideia diferente. Estão sempre preocupados comigo. Há simpatia e são honestos. É verdade que sinto falta da comida portuguesa e do mar, mas o meu presidente já me deu três presuntos Pata Negra (risos).

A China é considerada uma ditadura. Como é viver em Pequim?
Se existe ditadura, eu nunca me apercebi. As pessoas têm respeito e isso devia existir em todos os países. Se em termos políticos há alguma coisa escondida, não sei. Pode existir. Mas no dia-a-dia não vejo nada de anormal.

A China tem tido, até agora, um papel menor no futebol mundial. Isso está a mudar? O Shanghai contratou o Anelka...
Estão a contratar jogadores com nomes sonantes e a China começa a ser um mercado atractivo. Da primeira para a segunda fase do campeonato senti uma melhoria. Há evolução. A entrada de jogadores de renome internacional vai trazer qualidade e dar visibilidade ao campeonato. Mas na China já há bons jogadores...

Com qualidade para jogar num “grande” do futebol português?
Sim, para jogar em qualquer equipa. Eu tenho um jogador que já tem 30 anos, mas jogava no FC Porto, Benfica ou Sporting. Tem uma técnica fantástica. Faz-me lembrar o Timofte. Há jogadores com uma qualidade excepcional.

Em 2012 vai ter condições para lutar pelo título?
Eu tenho o azar de nunca estar em clubes grandes a nível de condições financeiras. No ano passado saíram dois dos três internacionais chineses da equipa. O único internacional agora é o guarda-redes e também pode sair. Temos que ser realistas. Os outros estão a fazer um grande investimento e repetir 2011 já era muito bom.

Há uns anos disse que não tinha “feitio” de emigrante. Já tem?
A vida dá tantas voltas... Se soubesse o que sei hoje tinha emigrado há 10 anos. Como jogador tive essa possibilidade e nunca quis sair. Sair de uma aldeia para o Porto já foi, na altura, um passo grande e depois ir para Lisboa maior ainda. Agora, a pensar na minha família, tive que ganhar coragem e partir. Na Arábia Saudita houve dificuldades, mas com mais ou menos choro ultrapassou-se os problemas. Depois, como tenho um espírito forte, mentalizei-me que o que surgir lá fora é para realização pessoal e profissional. Também criei anticorpos em Portugal e a certa altura comecei a perceber que estava a mais. Para recuperar a auto-estima tive que sair.

Está zangado com o futebol português?
Não estou zangado, estou triste e decepcionado. Sinto que em Portugal para se conseguir trabalhar é preciso baixar a cabeça a muitas coisas. Eu não o fiz. Se calhar prejudiquei-me como trabalhador, mas como homem entendi que devia defender determinados direitos e valores.

O Manuel José e o Fernando Santos também tiveram que emigrar...
E o Peseiro... É um fenómeno que gostava que fosse mais estudado. São pessoas que podiam dar muito ao futebol português. Também acontece com jogadores. Lembro-me que o Nani no Sporting era assobiado e agora é respeitado em todo o lado. Às vezes, é preciso sair do nosso cantinho para sermos respeitados. Nós, os portugueses, somos muito invejosos. Quando alguém aparece com uma camisa nova vêm sempre os velhos do Restelo criticarem.

Quais são as diferenças entre o treinador campeão nacional em 2001 e o melhor treinador do campeonato chinês em 2011?
Acho que sou o mesmo. Na altura tinha qualidades das quais tirei partido e se calhar tinha defeitos que já não tenho. Estou mais maduro. Já não tenho o coração tão perto da boca.

Quando chegou a Pequim era pouco conhecido. Agora, após ser considerado o melhor treinador do campeonato, tem mais responsabilidades?
Não. Uns dias antes de assinar, quando já estava na China, recebi uma notícia desagradável sobre um problema de saúde da minha esposa. Isso afectou-me e pedi uns dias para pensar antes de assinar. A partir desse momento não me largaram mais. Mostraram-se disponíveis para tudo e para levar a minha mulher para lá, pagando tudo. E ainda não tinha assinado contrato. Voltei para Portugal e eles telefonavam-me todos os dias, mostrando disponibilidade e apoio total. E eu pensei: há tantos treinadores no mundo e estão tão interessados em mim? Isso influenciou muito a minha decisão. Em Julho, a meio do campeonato, já queriam renovar. Quando cheguei havia quem dissesse que eu ia ficar dois ou três meses...

Tem acompanhado o campeonato português?
Não. Só as competições internacionais. Na China não passa nada do futebol português. Só através da internet...

Quem está mais bem servido de treinador? FC Porto, Benfica ou Sporting?
Não era ético fazer essa avaliação. Mas em Portugal há dificuldades para trabalhar e os treinadores têm que se sujeitar ao que têm. Em qualidade de jogadores Portugal perdeu muito. Os jogadores de segunda linha fugiram à procura de uma vida melhor. Em Portugal ganha-se pouco e muitas vezes não se recebe. Esse é o grande cancro do futebol. Os treinadores têm que estar preocupados com o dia-a-dia e têm que fazer de pai, psicólogo e amigo para entenderem o estado de espírito dos jogadores. Portugal está a passar uma fase difícil e os adeptos às vezes não são compreensivos.

Treinar um “grande” ainda está no seu horizonte?
Nunca me preocupei com isso e tive essa oportunidade. Se gostava? Gostava. Se tenho capacidades? Isso nem se questiona. Quem sabe no futuro. Mas hoje não trocava o projecto na China para regressar a Portugal. Se um dos clubes “grandes” me convidasse agora eu não aceitava. Como já aconteceu antes, não viro as costas a quem me tratou bem e respeitou. Já vi jogadores a beijarem a camisola, outros a prometer fidelidade, como prometeu o Villas-Boas e depois... É desagradável. Eu nunca fiz isso nem vou fazer. Há valores que são mais importantes para mim do que o aspecto financeiro. Não vinha para Portugal agora. Tenho saudades e sou patriota, mas fui bem recebido lá e vou manter-me fiel.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Grupo Desportivo de Resende - comunicado do treinador


Caros sócios, adeptos e outros simpatizantes do Grupo Desportivo de Resende:
Antes de mais quero agradecer todo o apoio que, de diversas formas, nos tem chegado. O agradecimento é mais sentido para os que sempre estiveram connosco e acreditaram em nós, exemplo disso são a claque dos Guerreiros Azuis e outras pessoas que percebem de "Futebol" e não apenas de "bola".
O motivo desta comunicação tem a ver com a onda de euforia que tem sido criada em torno da equipa, onde essa, provocada pelos últimos 5 jogos (5 vitórias, 20 golos marcados e 3 sofridos). Somos os mesmos que nas primeiras 4 jornadas obtivemos (4 derrotas, 3 golos marcados e 11 sofridos). Além disto, por exemplo no Domingo (vitória por 4-1 frente ao Sezurense), utilizámos 7 jogadores da equipa do ano passado, a tal que muito criticada foi por, em 24 jogos, apenas vencer 1: Rui, Hugo, Carlitos, Fábio, Nelinho, Esteves e Daniel. No banco estava ainda Pedro Teixeira (são atletas de enorme paixão pelo clube e de grande qualidade...aliás como se tem visto através de golos e/ou exibições individuais de "levantar o estádio"). Sabemos que no mundo do Futebol a distância entre "besta" e "bestial" é curtíssima...
Continuando, quero com isto dizer que nem somos tão maus como nos "pintaram" nos primeiros 4 encontros do campeonato (pelo meio vencemos para a taça), nem somos tão bons ao ponto de "cilindrar" com chapa 4 ou 5 todos os adversários (como tem acontecido recentemente). A equipa deve ser acarinhada e compreendida nos momentos menos bons, certamente que vamos continuar a tentar vencer, mas a probabilidade de sermos derrotados existe, como é óbvio. A euforia e as expetativas exageradas podem claramente prejudicar o estado emocional dos atletas e, por consequência, a prestação desportiva. Desde o início que tudo temos feito para vencer cada jogo, encarando cada partida como a única e a mais importante e será assim até ao fim, a ambição é o nosso lema…mas não se pode exigir mais do que aquilo que podemos dar, porque no Futebol ninguém passa de, muito, último para primeiro num "clique"... 
Todo o grupo (jogadores, treinadores, fisioterapeutas/massagistas) tem tido tudo e todo o apoio da parte do presidente Alexandre Bastos, uma pessoa incansável e sempre, sempre presente. Ele mais do que ninguém merece vencer. No entanto, neste momento, não possuímos as mesmas "armas" de muitos dos nossos adversários (clubes/equipas construídas há 3,4 e 5 épocas e que nesses mesmos anos têm ficado perto da subida, equipas com hábitos de vitória enraizados e com enormes orçamentos).
Peço assim a todos aqueles que, como nós, gosta deste mítico clube, não dificultem a nossa tarefa e não confundam o "estádio" com a sua equipa de Futebol. Estes jogadores já demonstraram grande carácter e qualidade, porque depois de 4 derrotas mantiveram a união e a capacidade de, após isso, vencer categoricamente 5 jogos seguidos. Eles são e continuarão a ser o motivo do nosso orgulho e vê-los "dar tudo em campo" com o emblema do GDR "arrepia-nos" a pele. Quando um resultado menos bom voltar a aparecer sei que não será por falta de empenho e motivação dos nossos GUERREIROS e por isso espero que os jogadores sintam o vosso apoio. Dirijam o vosso descontentamento para o treinador...
VIVA O GRUPO DESPORTIVO DE RESENDE, pessoalizado no momento pelos seus jogadores de grande carácter

Resende, 28 de novembro de 2011

Rui Rebelo – treinador do G.D.Resende
          

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Psicologia do Desporto: Mourinho


 
MOURINHO DIZ:

  " A ÚLTIMA COISA QUE PODEM ESPERAR DE MIM É QUE NO FINAL DE UMA PARTIDA CRITIQUE OS MEUS JOGADORES. NÃO O FAREI...JAMAIS.
SE PERDER OU EMPATAR NÃO ME VOU ESCONDER. GOSTO QUE OS JOGADORES SE SINTAM PROTEGIDOS. ELES FICAM TRANQUILOS PORQUE O HOMEM A ABATER SOU EU, O TREINADOR SEM CAPACIDADES SOU EU.
...
E ISTO É POSITIVO PARA A EQUIPA."
 

retirado do facebook dos "Afonsinhos - Escola de Futebol"


sábado, 24 de setembro de 2011

Futebol: Claque organizada do G.D.Resende - GUERREIROS AZUIS



Boas, Guerreiros e apoiantes do G.D.R...
Vimos informar que quem quiser fazer parte da claque se pode inscrever. Basta enviar uma mensagem a qualquer um dos administradores da página com o seu contacto. (Nome completo, disponibilidade, número de telefone e e-mail).
Também informamos que no próximo domingo, dia 25 de Setembro pelas 18:30 temos na sede do Grupo Desportivo de Resende a nossa primeira reunião com todos os elementos da claque. Por favor apareçam para se poder decidir alguns dos assuntos relacionados com a claque. Quem não puder comparecer é favor avisar algum dos administradores. Apareçam!!!

Obrigado e cumprimentos...



sábado, 17 de setembro de 2011

FUTEBOL: entrevista a Nélson Oliveira

Nélson Oliveira, avançado do Benfica, foi considerado o segundo melhor jogador do Mundial sub-20. Em entrevista ao PÚBLICO, o jovem de 20 anos confessa que o prémio não o mudou e que é apenas “um rapaz que quer ser jogador”. E pede mais oportunidades para os jogadores portugueses.

Acabou de dizer aos seus colegas das camadas jovens do Benfica que ainda não é um jogador, mas um rapaz que quer ser um jogador. O que falta para se sentir um jogador?
Ainda me falta tanta coisa. Sou um rapaz de 20 anos. Tenho muito para evoluir. Como é lógico, todos os rapazes da minha idade não são jogadores feitos, estão em aprendizagem. Até aos 24 anos, estamos sempre a aprender. Só a partir dos 24 anos somos mais maduros e estáveis. Por isso disse que sou um rapaz em aprendizagem que quer ser jogador.

O facto de ser o segundo melhor jogador do Mundial sub-20 dar-lhe-á mais oportunidades?
Acho que sim. É um facto que me abre portas, que pode ser muito bom no futuro.

Isso ajudou-o a ficar no plantel no Benfica?
Não. Já tinha a confirmação de que iria ficar no plantel do Benfica antes de ir para o Mundial.

Os Mundiais de sub-20 revelam grandes jogadores, como aconteceu com Messi e Maradona, mas há outros que depois não se confirmam. Receber a Bola de Prata é uma responsabilidade extra?
Dá-me uma responsabilidade extra, mas é algo a que não vou dar importância. Ter recebido o prémio de segundo melhor jogador do Mundial em nada alterou a minha pessoa e a minha forma de pensar. Vou continuar a trabalhar da mesma forma e a tentar evoluir.

Quando regressaram do Mundial foram unânimes: os jovens portugueses não têm tantas oportunidades como deveriam. Por que acontece isto?
Não sei a que se deve isso. O Benfica está a tentar contrariar esse aspecto e está a apostar em jovens portugueses. Penso que daqui para a frente vai ser feita uma maior aposta em jovens portugueses.

No Benfica e noutros clubes, tem havido apostas em jovens estrangeiros de 18/19 anos, como Di María e James Rodríguez. Acha que há menos resistências em apostar em miúdos que vêm do estrangeiro do que na chamada prata da casa?
Esse é um facto. Tem vindo a ser assim até aqui, mas a partir de agora vai começar a haver maior aposta dos clubes em jogadores portugueses.

Entre muitas explicações, há quem diga que os campeonatos de juniores são pouco competitivos e que os jogadores portugueses se ressentem quando chegam aos seniores. Sentiu isso?
No meu segundo ano de júnior, tive oportunidade de jogar meia época na I Liga, no Rio Ave, o que foi muito bom para mim. Acho que isso pode ter alguma importância, daí ser importante o aparecimento das equipas B.

Nessa experiência no Rio Ave e depois na época passada, no Paços de Ferreira, sentiu dificuldades na adaptação ao futebol profissional?
Senti muito mais dificuldades no tempo do Rio Ave, porque no Paços de Ferreira aquilo já não era novo para mim. Já sabia que ia encontrar um ritmo e a uma competitividade diferentes.

Voltando ao Mundial, a selecção partiu incógnita para a Colômbia e regressou como vice-campeã. Foi uma bofetada de luva branca em quem não acreditava nesta selecção?
Não falo em bofetada de luva branca, porque não vejo as coisas dessa forma. É verdade que a maior parte das pessoas não acreditava na selecção e nós limitámo-nos a fazer o nosso trabalho. Fizemos um grande trabalho e demonstrámos que o jogador português tem qualidade e que deve ser levado em consideração.

Qual foi a maior lição deste Mundial?
Foi que os favoritos se vêem dentro de campo e não fora, nos jornais e na comunicação social.

Paulo Bento anunciou os convocados para o jogo com Chipre. Em algum momento pensou que poderia ser chamado para a selecção A e não para a sub-21?
Não estava à espera de ser convocado. A selecção A está muito bem servida em termos de pontas-de-lança. Ao contrário do que as pessoas dizem, temos dois bons pontas-de-lança, o Hugo Almeida e o Postiga, que têm dado boa conta do recado. Não me passava pela cabeça ser convocado.

Paulo Bento já disse que o Nélson será um jogador de futuro. Espera chegar em breve à selecção A?
Espero continuar a trabalhar para o mais rapidamente possível lhe dar razão. Espero um dia representar a selecção A. É um dos meus objectivos e um dos meus sonhos.

Isso só será possível jogando no Benfica. Olhando para a concorrência de Cardozo, Saviola e Rodrigo, acha possível ter bastantes oportunidades?
Vou trabalhar para que as oportunidades surjam.

E, se não surgirem, preferirá ser emprestado, para ganhar mais experiência?
É no Benfica que quero evoluir. Se jogar menos, tenho de trabalhar para jogar mais.

Começou a jogar com que idade?
Comecei com nove anos.

Era daqueles miúdos que andavam sempre a jogar futebol?
Sim. Era muito viciado no futebol. Sempre que estava em casa jogava futebol com os meus amigos, organizávamos jogos no ringue mais próximo. Jogávamos futebol a toda a hora, mesmo na escola, nos intervalos das aulas.

Teveve alguma influência na família para jogar ou o gosto nasceu espontaneamente?
O meu pai sempre teve o bichinho do futebol. Desde cedo me comprou bolas de futebol quando ia às compras. O presente que me dava era sempre uma bola.

Quando veio para o Benfica aos 14 anos é verdade que houve interesse do Chelsea e de clubes portugueses como o FC Porto e o Sporting?
Falou-se nisso, mas nem estava preocupado, porque 14 anos é muito cedo para ir para fora. Não vejo qualquer sentido em um miúdo de 14 anos ir para o estrangeiro quando tem condições como estas para crescer como jogador no seu país de origem.

Quem são as suas grandes referências no futebol?
A minha principal referência é o Cristiano Ronaldo, porque, além de ser um grande jogador, tem uma capacidade de trabalho fantástica e, na minha opinião, é o melhor do mundo. Há outro jogador da minha posição de que gosto bastante, que é o Ibrahimovic.

Há pouco, recomendou aos jovens jogadores do Benfica que continuassem a estudar, porque a carreira no futebol pode não correr como eles imaginavam. O Nélson fez isso? Continua a estudar?
Estudei até ao 12.º ano. Agora quero levar isto (o futebol) mais a sério. Antes tinha mais a preocupação de fazer o 12.º ano, porque é importante. Daqueles miúdos que estavam no auditório nem todos vão ser jogadores, daí ser importante não descurar os estudos. É sempre mais uma opção que temos caso não singremos no futebol.

Se a carreira de futebolista não tivesse corrido bem, o que iria estudar?
Gosto da área de Desporto. Talvez fosse professor de Educação Física. Teria de pensar, caso tivesse optado pela escola.

Do que é que um rapaz de 20 anos tem de abdicar para ser futebolista profissional?
Tive de abdicar de algumas coisas. Os futebolistas têm sorte, porque fazem aquilo de que gostam. Há muitas pessoas que não o podem fazer. Penso que os futebolistas têm de abdicar principalmente das saídas com os amigos à noite e, nesse aspecto, temos de ter certas regras. Não podemos sair como se fôssemos pessoais normais. Temos de sair menos vezes.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Futebol: Grupo Desportivo de Resende 2011-2012


Amanhã 6ª feira completaremos a 2ª semana de treinos com os jogadores do G.D.Resende. Foram 2 semanas de trabalho muito boas, onde os jogadores tiveram uma atitude fantástica, entregando-se a 101% ao treino, cumprindo horários e sendo assíduos (algumas excepções devido a questões profissionais). Os 15 jogadores que transitaram da época passada e os recém chegados reforços estão a construir um grupo forte e coeso, evidenciando-se o bom ambiente dos treinos. Tem sido um prazer trabalhar com esta gente...

A instituição desportiva G.D.Resende tem como principal objetivo a melhoria dos resultados desportivos da época anterior: entre campeonato, taça e jogos amigáveis, o clube realizou 26 jogos, 1 vitória, 4 empates e 21 derrotas; marcou 16 golos e sofreu 68. São números que não orgulham nenhum resendense, não adianta estar a encontrar culpados, até porque ninguém vence ou perde sozinho...
Agora, há que virar uma página na história do Grupo Desportivo de Resende e, pelo que conheço dos "guerreiros" que temos, posso desde já dizer publicamente que eles tudo farão para dignificar a camisola e o emblema que representam, "lutando" até ao último segundo de cada jogo.  

Aproveito para pedir que apoiem esta equipa, vamos ganhar, empatar e perder certamente, mas precisamos da ajuda de TODOS. No próximo Domingo dia 11 de Setembro, temos o primeiro jogo de preparação às 16 horas, no antigo estádio do SC.Arêgos, com o Clube Desportivo da Penajóia.

VENHAM LUTAR AO NOSSO LADO PELO CLUBE QUE NOS UNE...O GRUPO DESPORTIVO DE RESENDE

Rui Rebelo


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Futebol: Claque organizada GUERREIROS AZUIS


Está a nascer uma claque organizada para apoiar o Grupo Desportivo de Resende. Grande iniciativa da Bela Caetano, coadjuvada por amigos bastante empenhados. Será FANTÁSTICO!
Como diz Pedro Abrunhosa: "...VAMOS FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO..."

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Futebol: Pina, o inigualável


Há anos que este homem se levanta de noite, de Inverno, com temperaturas negativas, calça as galochas e vai para o campo de Futebol marcar as linhas...do jogo! Linhas que horas mais tarde permitirão aos  jogadores brilhar, arrancar aplausos com passes, recuperações, defesas ou golos! Com um único campo de Futebol e vários escalões, ao longo dos últimos anos, foram inúmeras as ocasiões em que este homem teve de refazer as "linhas" para o 2º jogo do dia, muitas vezes...sem almoçar! São estas as pessoas imprescindíveis em qualquer clube, fazem um trabalho tão importante como o do homem que ao Domingo dá o último toque na bola antes de ela passar a linha de golo.     
A história mais recente do Grupo Desportivo de Resende diz-nos que, entre campeonato, taça e jogos amigáveis, o clube acumulou 26 jogos, apenas 1 vitória, 4 empates e 21 derrotas; marcou 16 golos e sofreu 68! Esta época há dezenas de pessoas envolvidas e motivadas a romper com esta situação: diretores, treinadores, jogadores, adeptos (até estão a organizar uma claque) e outros cidadãos resendenses. Só com a entre-ajuda de todos será possível, pois ninguém, por si só o poderá fazer. 
O Pina tem sido incansável no apoio que presta ao grupo de trabalho, na semana passada "derrubou" a enorme vegetação que o campo de Futebol de Miomães ganhou durante o Verão, alisou o terreno e marcou as linhas para uma semana de treinos. Hoje mesmo (3ª feira) passei por ele, ia novamente a caminho do campo de Futebol...alisar novamente e marcar as linhas...é que 4ª há treino...

OBRIGADO PINA!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Futebol: Arranque da época desportiva dos seniores do Grupo Desportivo de Resende

No dia 26 de Agosto realizou-se um convívio, e posterior reunião de apresentação entre a direção, os jogadores e treinadores.

O plantel do Grupo Desportivo de Resende será constituído por 15 atletas da época passada (incluindo 4 juniores), completado com alguns reforços. A maioria dos jogadores são oriundos do concelho de Resende. A equipa poderá ainda sofrer alguns reajustes de última hora, devido a questões profissionais de determinados atletas (que os impede de treinar).

Tudo indica que o novo estádio municipal estará pronto por volta de 20 de Setembro. Até lá os treinos serão no Estádio de Miomães.

O principal objetivo da presente época é claramente melhorar os resultados do ano anterior, dignificando o emblema resendense.

O Grupo Desportivo conta com o apoio de todos.
 
 
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Futebol: a bravura do capitão Hugo e a ironia do Futebol



Ontem, mais uma vez, o capitão Hugo do Beira Mar foi, na minha opinião, o melhor em campo. Tem sido assim de há 4 ou 5 anos para cá, primeiro no Vitória de Setúbal, agora no Beira Mar, Hugo, é normalmente dos melhores em campo nos jogos das suas equipas. O jogo de ontem foi mais uma prova de como, aos 35 anos, é possível jogar a este nível.
Ironicamente o Sporting dispensou este atleta do seu plantel há 5 anos atrás por 2 motivos: fez 30 anos e...é português!!!  Hugo seguiu o seu caminho e o Sporting também, gastando recentemente milhões de euros em "estrangeiros" de valor duvidoso. Hugo está em alta e o Sporting igualmente, uma vez que já tem ... 2 pontos lol.

UM VIVA PARA OS "DIRIGEIROS" DESTA CULTURA DESPORTIVA IGNORANTE  

sábado, 13 de agosto de 2011

Futebol: jogador português


Hugo Vieira, português de 22 anos, jogador de Futebol do Gil Vicente

Um nome bastante falado por estes dias. Num país onde "o que é de fora é que é bom", foi necessário, a este jovem jogador, uma grande exibição diante do Benfica e ainda 1 golo para que se falasse no seu nome...   

Para quando uma mudança de mentalidades nas várias vertentes do Desporto português, nomeadamente no Futebol? Para quando formação a sério e obrigatória para os "dirigeiros" desportivos? São eles que contratam e despedem e que dão rumo ao nosso Desporto...

Dito de outra forma: Decide quem menos competência possui! Estarei enganado?